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Assédio na Rússia e a desvalorização da mulher

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Nos primeiros dias da Copa do Mundo, o noticiário destacou alguns vídeos compartilhados nas redes sociais que mostram torcedores brasileiros e de outras nacionalidades assediando mulheres na Rússia.

Nas gravações, os torcedores pedem para cidadãs russas repetirem palavras torpes, e aparecem tentando beijar à força repórteres.

A opinião pública se dividiu quanto à ênfase dedicada ao caso e às sanções a serem aplicadas aos assediadores. De qualquer forma, a maioria concorda que foram atos reprováveis.

A verdade é que o episódio, ao contrário do que muitos pensam, parece expressar o quanto a mulher está sendo desvalorizada e objetificada na nossa sociedade, sobretudo no que diz respeito à sexualidade.

Há alguns anos, atitudes como essas seriam impensáveis. Antes os homens precisavam empreender bastante tempo e dedicação até conseguir um simples beijo de uma mulher. E até os mais desrespeitosos hesitavam em pronunciar alguma palavra torpe perante o sexo oposto.

Hoje, entretanto, tem sido criado um ambiente cultural por artistas, escritores, políticos e até professores que sedimentam em boa parte das mulheres um comportamento libertino e, nos homens, o pensamento de que podem dispor sexualmente delas a todo o momento.

Historicamente o homem sempre foi mais promíscuo e imprudente, contudo a sociedade, em vez buscar reformar o comportamento deste, seguiu no sentido de fazer com que a mulher cada vez mais se comporte do mesmo modo degradante. Nesse sentido, é perceptível a erotização cada vez mais precoce do sexo feminino, imposta sob o discurso de se estar oferecendo mais “liberdade” e “empoderamento”. Na realidade, o que temos hoje não é liberdade, e sim uma verdadeira estimulação.

O relato bíblico nos traz exemplos primorosos de como tratar devidamente as nossas semelhantes. Os homens de Deus, em diversas ocasiões, as tratam com carinho, seguem suas decisões, e as elevam à posição de líderes nacionais. Ademais, crimes covardes como o estupro aparecem sofrendo reprimendas severas.

No contexto neotestamentário elas passam a ter tratamento ainda mais respeitoso e equânime à medida que são igualmente alvo das bênçãos de Deus. Isso também é demonstrado em ocasiões como a que Cristo perdoou a adúltera indistintamente.

As mulheres jamais terão o devido apreço num contexto em que aumentam a degradação e a imoralidade. Inserção no mercado de trabalho e leis que asseguram direitos não são o bastante. É fundamental que haja respeito e decência entre os dois sexos. A palavra de Deus tem o melhor caminho.

Por André Falcão

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